A revista VOTO circulou, pela primeira vez, com uma edição extra exclusivamente elaborada para a Expointer. O material mostrou como umas das maiores feiras de agronegócio do mundo apresenta sinais de superação e otimismo com o crescimento das exportações brasileiras. O mercado de máquinas agrícolas e a pecuária, por exemplo, acenam para a retomada do crescimento das lavouras e no incremento na produção animal. Entre os assuntos tratados na edição especial estão os avanços da genética em busca da melhoria das raças a fim de tornar a produção ainda mais competitiva. O destaque ficou por conta da Agricultura Familiar, considerada a menina-dos-olhos da Expointer. * Informamos que por um equívoco gráfico constou no material veiculado nesta Edição Extra da Revista VOTO - Especial Expointer (agosto-setembro 2009) -, a participação do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento como patrocinador deste projeto. No entanto, na Autorização de Publicação MA-0016/09, discriminava a participação do Ministério como Apoiador. Por este motivo, esta capa foi alterada para veiculação no site da VOTO.
O sindicalismo brasileiro mudou sua formatação e sua forma de atuação ao longo dos anos. Enquanto analistas apontam que o movimento sindical se apequenou em força e número desde que parte de seus líderes passou a abandonar a calça jeans por um terno e gravata em gabinetes palacianos, outros apontam várias e importantes conquistas sindicais nos últimos anos. A força ainda é evidente, quando não raro, presenciamos sindicatos sentados ao lado de governantes auxiliando na formatação de projetos governamentais. Talvez tenham se mudado as formas, mas as lutas continuam em curso. Ao comemorarmos cem anos do sindicalismo no Brasil, a revista VOTO quer levar ao leitor os principais debates sobre a participação das entidades nas decisões governamentais e nos novos rumos do País, sobre a força do sindicalismo na construção de profissões e, principalmente, sobre o papel do sindicalismo neste século 21 e no futuro do Brasil.
No dia 5 de outubro de 1988, após 18 meses de trabalhos presididos pelo deputado federal Ulysses Guimarães, a Assembleia Nacional Constituinte, composta por 487 deputados e 72 senadores, promulgava a oitava Constituição do País. Em outubro de 2007, a Revista VOTO promoveu uma avaliação, através da publicação de artigos de destacados constituintes, das transformações sociais e políticas que buscaram instituir por meio da nova Carta, a qual contou com o apoio popular como nunca acontecera. Moderna no foco da defesa dos direitos dos cidadãos, esta jovem Constituição proporcionou a construção de um país diferente neste que já é considerado o mais longo período de democracia e estabilidade na República. Os depoimentos trouxeram à luz o que se pensava politicamente há 20 anos, histórias de conquistas e de derrotas que contribuíram para fazer este Brasil em que vivemos hoje, ainda cheio de contradições, mas com instituições mais firmes e democráticas e com mais justiça social.
O projeto é constituído por vários temas definidos a partir de demandas detectadas pelo Instituto Methodus, por prefeituras municipais, entidades empresariais, pela Revista VOTO e, ainda, por contatos com universidades parceiras. Este trabalho tem por objetivo geral identificar as representações estruturadoras da auto-imagem dos gaúchos. Para isso, foi aferida a efetividade dos principaisestereótipos da identidade gaúcha e desenvolvido um mapa multidimensional da identidade sul-riograndense.
Essa é a segunda etapa da pesquisa Identidade – Gaúchos do Século XXI. Foi realizada em 25 municípios gaúchos, tendo sido respondidos 1000 questionários. Dois foram os aspectos respeitados em relação aos entrevistados, escolhidos aleatoriamente: que tivessem mais de 16 anos e residissem na cidade em que estava sendo feita a coleta dos dados. Esse segundo grupo de dados coletados pelos técnicos do Instituto Methodus visou abranger temas relevantes como a atribuição do governo e a qualidade dos que, na outra extremidade, estão 8,3% dos gaúchos que possuem renda familiar superior a 10 salários (acima de R$ 3.801,00). A maioria, portanto, está compreendida em duas faixas: os que ganham entre R$ 381,00 e R$ 950,00 somam 35,4% da população, percentual semelhante aos 35,5% dos gaúchos que recebem entre R$ 951,00 até R$ 1.900,00 por mês. E, em uma faixa intermediária, estão 14,2% dos rio-grandenses que vivem com renda superior a R$ 1.901,00 e inferior a R$ 3.800,00 mensais.
Os hábitos de consumo do gaúcho estão mudando. Os dados revelam que o consumidor está mais consciente, com os pés mais no chão e pensando no futuro, como demonstram os dados contidos no levantamento sobre Consumo e Lazer, realizado nesta segunda etapa do projeto Identidade – Os Gaúchos do Século XXI –, pelo Instituto Methodus para a Revista VOTO. Essa constatação é verificada através da resposta dada por 44,4% dos entrevistados que revelaram como sendo o seu sonho de consumo “A casa própria”.
Ao longo de 2007, a Revista VOTO publicou os resultados do projeto Identidade – Os gaúchos do século XXI – e se descobriram algumas mudanças nos hábitos de consumo dos gaúchos e o surgimento de um consumidor mais consciente, com os pés mais no chão e pensando no futuro. Pois, nesta 3ª etapa da pesquisa, uma das constatações é que 12,9% das famílias recebem algum tipo de benefício do governo para sobreviver. Também chama a atenção o percentual de gaúchos (11,6%) que afirmam não ser gremistas nem colorados. A constatação de qual é a maior torcida do Rio Grande, você confere nas próximas páginas.
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